19 agosto 2007

SALDO TOTAL

Falando em despertador, venho enfrentando problemas com o grande número de horas que tenho dormido por noite.

O ser humano dorme, em média, oito horas por noite. Eu tenho dormido doze. Isso mesmo, doze horas de óbito temporário por dia! O que significa elevar o tempo de vigília da vida de 33% pra 50%. Totalmente inaceitável! Eu tenho vinte e nove anos de idade e não quero viver 17% a menos, o que implicaria que meu ÚLTIMO ano de juventude contaria não com 241 dias, mas sim com 179!

Meu deus! Acho que é a primeira vez que eu faço contas pra escrever um texto! Melhor parar, né?
ONIRISMO POBRE

Essa noite eu sonhei que eu procurava um lugar pra morar em Goiânia e só achei um grande demais e, conseqüentemente, caro demais.

Caramba! Isso lá é sonho que eu tenha? Ninguém de outro planeta veio visitar e/ou atacar o planeta, não contei com a presença de nenhum zumbi(a) e não tinha qualquer espécie de super-poder.

Não é à toa que eu acordei duas horas antes do meu despertador tocar. Provavelmente foi o meu inconsciente me lembrando que eu posso conseguir experiências melhores que essas no Second Life.

16 agosto 2007

SEGUNDA VIDA, TERCEIRO "CONTINUE"

Ando tentando praticar inglês falado através do recurso de áudio do Second Life(tm). Tem sido um desafio meio foda. Simplesmente não adianta, como o inglês não é a minha língua mãe, embora eu saiba as palavras e como montar frases, eu não tenho uma entonação natural. Não consigo dizer uma palavra sem pensar em como eu devo soar estranho aos native speakers. Meu medo de parecer esquisito (que me remete aos meus tenebrosos tempos de escola) fazem com que eu pareça mais esquisito ainda e perca todo o fluxo de idéias sendo monossilábico e chato. Em vez de pensar em trocadilhos engraçados ou colocações interessantes, tudo o que sai são variações de "ET TELEFONE MINHA CAAASAAAA" e eu me sinto um ogro da floresta.

Essa experiência é, para mim, extremamente frustrante. É de um grau de frustração que, em outras situações me faria sair correndo e gritando "mamãe". Porém pra contrabalançar isso tudo, há a deliciosa sensação de simplesmente me teleportar da minha cidade idiota, do meu país idiota para qualquer parte do mundo aonde as pessoas tenham um referencial cultural além das novelas da globo. Isso, meus caros leitores, pra mim é o céu! E não me refiro ao céu cristão com anjos tocando harpas, mas ao céu muçulmano com centenas de virgens molhadinhas se acotovelando por minha causa.

15 agosto 2007

O ALÉM NA INTIMIDADE

Acabei de tomar um puta de um susto com o meu cabelo solto visto com o canto dos olhos. Por um momento pensei que fosse algum bicho muito estranho me atacando de uma distância letal. Me comportei como presa rendida e quase caí no chão.

Foi uma cena ridícula e constrangedora pra mim, embora teria sido um momento extremamente engraçado para eventuais observadores externos.

Meu ceticismo diria que esse tipo de engano explica o fato da maior parte dos relatos de avistamento de fantasmas vir das mulheres: Mulheres têm cabelos longos sempre prontos pra enganar a percepção trazendo à tona um pouco dos medos imaginários da humanidade.

Tá bom, eu não sei desse dado estatístico, eu inventei tudo simplesmente porque na minha cabeça faz muito sentido.

Já pararam pra pensar o quanto dá pra ser culto com um pouquinho de imaginação?

Eu sou mesmo um homem num mundo que não criou. É tão difícil pra mim conviver com isso...

10 agosto 2007

EROS, THANATOS E EU

a inatividade social que venho enfrentando nos últimos meses é algo que tende a aumentar minha freqüência de posts.

O que seria da arte sem a dor e o sofrimento? Bom, talvez seja um pouco de pretensão chamar o minhavidafilme de "arte". Talvez tenha mais a ver com o tipo de arte que a gente encontra no "futebol-arte".

Mas a idéia de que eu tenha a produção futebolartística dessa veiculeta de imprensa atrelada a meu fracasso pessoal torna a relação que eu tenho com vocês, leitores, um tanto quanto tensa. Será mesmo que eu estou trabalhando para um bando de gente que quer extrair o néctar da minha dor e sofrimento?

Bem, não é muito diferente do meu último emprego, acho que eu posso conviver com isso em nome da boa e velha vaidade.

A própria natureza humana é auto-destrutiva. Ambicionamos coisas que pressupõe nosso próprio esgotamento. Casamento, filhos, carros usados. Quem sou eu pra remar contra toda essa maré,não é mesmo?

De qualquer maneira. Gostaria de mandar todos vocês pro quinto dos infernos.

Pô, vocês também não esperavam que eu aceitasse meu fracasso assim tão passivamente, não é?